Ok, admito que logo quando Google+ foi lançado achei ele estranho e irrelevante pra mim e não suportaria ‘cuidar’ de mais uma rede social. Não mudei de ideia. Mas por ter parado para analisar os pontos fracos e pontos fortes de se criar uma página nesta rede (para uso corporativo) acabei passando mais tempo ‘logada’ no meu perfil. Daí conclui que posso utilizá-lo “como se fosse o Twitter (sem laços sociais com nenhum membro), mas com uma pegada interativa do Facebook (inserir imagens, vídeos, partilhar/compartilhar, +1/curtir etc).
Quanto à atuação de empresas/marcas com páginas do Google+, cito abaixo as possibilidades e restrições e como os recursos disponíveis podem ser utilizados.
Possibilidades
> Realizar Hangouts (multi-chat por vídeo) ou Huddles (chat em grupo):
- Realizar entrevistas ou bate-papo em tempo real.
- Compartilhar notas e até mesmo trabalhar em documentos ao mesmo tempo.
- O acesso das APIs é livre.
> Compartilhar fotos, vídeos e links:
- É possível desativar comentários em uma postagem (bom quando queremos por um ‘ponto final’ numa conversa, mas útil para quem tem perfil).
- Adicionar “Direct Connect” a um site/blog.
- “Photostrip” animado (gifs também “rodam” no G+.). Olha que bacana! Diferente do Facebook as fotos do topo da página podem ter alguma animação. #pontoparaoG+
Restrições
> O Google+ “proibe” promoções dentro do site (concursos, sorteios, ofertas, cupons). “As políticas de promoções no Google+ são extremamente fechadas. Você não pode criar promoções, apenas divulgar se estas o levarem para fora da rede social”, informa o TechCrunch.
> Embora seja possível convidar quantas pessoas desejar para participar de um Hangout, não é possível adicionar mais de 10 pessoas para conversarem. Ou seja, 10 pessoas conversam entre si por meio de videoconferência e as demais apenas assistem a transmissão.
> Páginas ainda não podem ter URL personalizada.
> Ainda não há administração múltipla, transferência de propriedade e página de estatísticas.
> As pessoas que “circulam” a página não podem deixar comentários nesta página a não ser nas publicações dela (o mesmo acontece com os perfis, pois não existe “mural”).
> “Com relação a possível criação de páginas de marcas por fãs, a empresa também já trabalha em achar uma forma viável de identificar as páginas oficiais, o que deverá ser feito através de um selo de confirmação, assim como já ocorre nos perfis”, informou o Google discovery.
Atuação de algumas marcas
> O Guaraná Antactica fez um Hangout com o jogador Lucas, um dos embaixadores da marca. No total 17 pessoas assistiram a ‘conferência’ e apesar do número pequeno o resultado foi mais qualitativo mesmo (veja imagem abaixo).
> Marisa Monte foi a primeira cantora brasileira a fazer um Hangout com seus fãs.
> A revista VEJA entrevistou o escritor Paulo Coelho logo nos primeiros dias em que a mesma estreou com sua página no Google+.
> A GOL Linhas Aéreas utiliza imagens de destinos turísticos enviado pelos próprios internautas em seus posts (o que é feito no Facebook também).
Considerações finais
Ainda não dá pra pensar em conteúdo personalizado, pois não há a inserção de aplicativos como nas fanpages do Facebook. No entanto, conteúdo diferenciado é uma questão estratégia e criatividade.
O tipo de conteúdo (links, imagens e vídeos) pode seguir a mesma linha dos conteúdos publicados numa fanpage, dando sempre mais atenção a unir texto+imagem ou texto+vídeo, os quais se destacam ‘em meio a multidão’.
O Google diz proibir promoções que utilizem-se da rede social e que se ver alguma marca se apropriando da rede com esse motivo irá bani-la. Mas convenhamos, não há nenhum mecanismo que possibilite os usuários denunciarem uma página com este motivo e que as chances do Google verificar todas as páginas existentes para saber quais estão seguindo as normas é praticamente inviável (pelo menos se seu negócio for pequeno vai demorar muito pra eles te notarem
).
#Comolidar então?
Faremos igual a Ford (quando ainda nem existia página) e arriscaremos criar uma estratégia para atrair os usuários utilizando os atuais recursos da rede social (comentar, partilhar, +1)?
Ou anunciaremos no próprio Google e em outras mídias?
“Quem não arrisca não petisca”, já diz o ditado. Seja utilizando os recursos da rede social ou divulgando a página em outros sites ou mídias a realidade é que poucas pessoas se interessam pelo Google+, apesar do seu crescimento continuar.
É esperar pra ver os próximos capítulos.







